sábado, 2 de agosto de 2008

RECOMENDAÇÕES DERRADEIRAS

RECOMENDAÇÕES DERRADEIRAS
Um dia, que ignoro quando, meus olhos hão de se fechar para esta existência.

Mais cedo ou mais tarde, meu corpo, ainda jovem, ou quem sabe, cansado e enfermo, há de se entregar irremediavelmente e deixará de vibrar.
Minhas mãos hão de repousar inertes e meus pés já não poderão me levar à parte alguma.
Terei deixado essa vida, feliz ou não, partindo para o outro plano da existência, como tantas vezes já o fiz, quando me valia de outros veículos carnais.
Pois bem, eis aí o meu destino.
Idêntico ao de todos os demais seres viventes: nascer, morrer, renascer...
Hei de morrer, mas não temo a morte, porque sei que meu Espírito sobreviverá a ela.
Respeito-a, porque sei que representa o final de um ciclo e o início de outro.
É uma passagem, uma transformação.
É um fato natural e inevitável.
Sabendo disso, muitos são os que tecem seus testamentos, pensando naqueles que ficam.
Também eu quero que algumas recomendações sejam registradas.
Aos meus filhos quero deixar meus exemplos corretos.
Que eles possam fazer uso de meus acertos, das palavras bem colocadas e das atitudes dignas de nota.
Quero que eles cantem alegres, repetindo refrões das músicas que tantas vezes cantamos juntos.
Deixo a eles a certeza de que muito os amei, os amo e os amarei para sempre, porque nem o tempo, nem a distância são capazes de diminuir a intensidade de um verdadeiro amor.
Deixo-lhes, ainda, as lembranças dos momentos alegres que passamos, e que ainda passaremos juntos.
Espero que essas recordações possam lhes fazer companhia nos momentos em que a saudade vier lhes roubar a paz e os sorrisos.
Aos meus amigos deixo minhas melhores conversas e toda a sensação de alegria que a presença deles possa ter causado em minha vida.
Deixo-lhes a minha gratidão por todas as vezes que me ouviram, me toleraram e me animaram a continuar na luta.
Aos meus amores deixo o meu afeto mais puro e a esperança de um reencontro mais sereno e equilibrado, em um futuro não muito distante.
Que não se sintam cobrados, nem pressionados, se, por acaso, não me dedicarem o mesmo amor que lhes ofereço.
Àqueles que feri, que magoei, que prejudiquei, deixo meu sincero pedido de perdão e meu desejo de reparar todo o mal que lhes causei e todo bem que deixei de lhes oferecer.
Espero que possam aceitar minhas desculpas e que me permitam ressarcir-lhes, um dia, os danos que minha incúria e meu egoísmo lhes causaram.
Deixo a todos aqueles que cruzaram meu caminho e que, de alguma maneira, influenciaram minha existência, meu humilde agradecimento.
Desejo que, um dia, possa eu também lhes ser útil, auxiliando-os na dura jornada do progresso individual.
À natureza deixo minha mais intensa e profunda gratidão, pela sua exuberância e por tudo que dela me vali nessa existência.
Desejo que ela seja respeitada e conservada para que não se deteriore pelo descaso humano.
Aos meus pais e a Deus, Pai de bondade, deixo o meu reconhecimento pela oportunidade da vida e pela dedicação constante e incondicional que me foi oferecida.
Assim, partirei com a mente e com o coração mais pacificados, porque terei legado o que de melhor há em mim, em benefício de todos aqueles que me são caros.
Redação do Momento Espírita.Em 28.07.2008.

Texto publicado conforme autorização por escrito do M.E.
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LISON.F.R.C.

terça-feira, 22 de julho de 2008

VIOLÊNCIA E PAZ


VIOLÊNCIA E PAZ

Toda vez que assistimos os noticiários da TV, que lemos revistas e jornais, ficamos inquietos com a onda de violência que invade o mundo. Por recear os violentos, deixamos de sair à rua. Pensamos que ficando em casa ficaremos livres das investidas dos maus. Verdadeiramente, a solução é confiar em Deus e buscar manter ou conquistar a paz. Essa paz tão almejada por todos nós. A paz, que caminha com o amor, tem a capacidade de transformar a violência em docilidade, por mais difícil que isso possa parecer. Lembramo-nos de muitos exemplos. Do lobo que Francisco de Assis amansou. Da vitória da não-violência de Gandhi. Tanto quanto de centenas e centenas de corações anônimos que trabalham em silêncio pela paz da Humanidade, pacificando os que se encontram mais próximos.
Essa doce e silenciosa influência bem está ilustrada num fato ocorrido durante a Guerra do Vietnã e que foi narrada por um soldado norte-americano. Conta ele que, junto com outros companheiros, estavam escondidos numa plantação de arroz. Assim também ali se escondiam vietcongues. E passaram a travar um acirrado tiroteio.
De repente, por um estreito caminho que dividia um campo do outro, surgiu uma fila de seis monges, andando na mais perfeita paz, tranqüilos e equilibrados, seguindo bem em direção à linha de fogo. Todos eles olhavam para a frente, de forma serena, como se não houvesse perigo algum. Naquele momento, algo estranho aconteceu com os soldados de ambos os lados.
Ninguém sentiu vontade de atirar enquanto os monges passavam. E depois que eles saíram da linha de fogo, o calor da luta havia desaparecido. Naquele dia, ao menos, todos eles desistiram do combate.
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Redação do Momento Espírita, com base em artigo da pág. 26, da Revista Presença Espírita, set/out.1997, ed. Leal.Em 16.07.2008.
Texto publicado conforme autorização
por escrito do M.E.
Foto:By:Star 7. Todos os direitos reservados.
LISON.F.R.C.

sábado, 19 de julho de 2008

SEGREDOS DOS HOMENS QUE MUDARAM A HISTÓRIA


SEGREDOS DOS HOMENS QUE MUDARAM A HISTÓRIA

No livro intitulado “Nunca desista de seus sonhos”, o autor Augusto Cury tece interessantes considerações a respeito da capacidade humana de alterar o curso da própria história.
Diz ele, em resumo, que a maior genialidade não é aquela que vem da carga genética, nem a que é produzida pela cultura acadêmica.
Mas sim, aquela que é construída nos vales dos medos, nos desertos das dificuldades, nos invernos da existência, no mercado dos desafios.
Muitos sonhadores desenvolveram áreas nobres da sua inteligência, atravessando turbulências aparentemente insuperáveis.
Suportaram pressões que poucos agüentam.
Viveram dias ansiosos, sentiram-se pequenos diante dos obstáculos.
Alguns foram chamados de loucos, outros, de tolos.
Zombaram de alguns, outros foram discriminados. Tinham todos os motivos para desistir de seus sonhos, mas não desistiram.
Quais foram seus segredos?
Eles fizeram da vida uma aventura.
Não foram aprisionados pela rotina.
Embora não seja possível escapar da rotina, esses sonhadores passaram parte de suas vidas criando, inventando, descobrindo.
Tiveram uma visão panorâmica da existência mesmo em tempo nublado.
Foram empreendedores, estrategistas, persuasivos, amigos do otimismo.
Foram sociáveis, observadores, analíticos e críticos.
Fizeram escolhas, traçaram metas e as executaram com paciência.
Segundo o filósofo Kant, “a paciência é amarga, mas seus frutos são doces.” A paciência é o diamante da personalidade.
Muitos discorrem sobre ela, mas são poucos os que a conquistam e colhem seus frutos. Para Plutarco, “a paciência tem mais poder do que a força”.
Não se pode medir um ser humano pelo seu poder político e financeiro.
Ele pode ser avaliado pela grandeza de seus sonhos e pela paciência em executá-los.
No entanto, a paciência é um dos remos que impulsiona o barco dos sonhos.
O outro remo é a coragem.
É necessário ter-se coragem para correr riscos e superar os obstáculos.
Aqueles que têm medo jamais navegam em mares desconhecidos.
E por isso mesmo nunca serão capazes de conquistar outros continentes.
Os homens que transformaram seus sonhos em realidade aprenderam a ser líderes de si mesmos para depois liderar o mundo que os cercava.
Tinham uma ambição positiva, queriam transformar a sociedade em que estavam inseridos.
Foram dominados por um desejo de serem úteis para os outros.
É possível destruir o sonho de um ser humano quando ele sonha para si, mas é impossível destruir seu sonho quando ele sonha para os outros.
Os ditadores jamais conseguiram destruir os sonhos daqueles que sonharam com a liberdade do seu povo.
Morrem os ditadores, enferrujam-se as armas, mas não se pode destruir os sonhos de quem ama ser livre.
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O esforço em direção ao ideal traçado é ônus intransferível de cada ser.
Paciência e coragem servem de ferramentas poderosas na realização de sonhos.
No entanto, acima de tudo isso há a vontade soberana e poderosa, capaz de justificar o início de qualquer projeto, bem como de motivar-nos a seguir em frente.
Pensemos nisso.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Nunca desista de seus sonhos, de Augusto Cury, Ed. Sextante, 2004, pp. 18/19, item intitulado “Os segredos dos que mudaram a história”.
Texto publicado conforme autorização por escrito do M.E.
Foto e Arte digital bay Daniel Off.
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quarta-feira, 16 de julho de 2008

FRÉDÉRIC CHOPIN


FRYDERYK FRANCISZEK CHOPIN ou Szopen (nome polaco) em francês Frédéric Chopin
(Zelazowa-Wola, 1810 - Paris, 1849)

Pianista e compositor polaco. Filho de pai polaco e de mãe francesa, desde jovem chama a atenção pelo seu temperamento melancólico e sonhador, assim como pela sua viva inteligência. Aos vinte anos dá concertos de piano em Viena, Praga, Dresden e, finalmente, em Paris, onde se instala. Insatisfeito com o êxito parcial que obtém no seu primeiro concerto parisiense importante, reserva-se nos tempos seguintes para a intimidade e dedica-se à composição e ao ensino. Bem acolhido pela classe alta polaca imigrada em Paris, tem numerosos alunos que expandem a sua fama. Em poucos anos escreve, além dos seus grandes concertos, sonatas e séries de estudos, diversas mazurcas, nocturnos, baladas, polonesas, prelúdios, sherzos, valsas e uma infinidade de peças de géneros semelhantes.

A música de Chopin é de carácter essencialmente pessoal, com um acento romântico cheio de melancolia, em ocasiões de uma pungente tristeza. Afasta-se decididamente da normativa clássica, tanto nos ritmos como nas harmonias. Se bem que seja de lhe reprovar certo sentimento doentio, também é verdade que a sua música está cheia de encanto, de sabor e de uma poesia delicada e penetrante. Provavelmente, a sua tuberculose não é alheia a esta morbidez.

Entre as suas composições mais originais há que citar a grande Valsa em mi menor, as valsas em lá menor e em ré bemol maior; a admirável polonesa n.º 8, a Fantasia de Improviso, o delicioso Scherzo em si bemol, o Concerto em mi menor, os Nocturnos, os Prelúdios, a Marcha Fúnebre… Quanto ao seu génio como pianista, segundo testemunhos da época, é de uma graça elegíaca, de uma elegância fora do comum e de uma poesia e um vigor pessoal sem igual.
Fonte:Site: vidaslusofonas(cópia integral) Todos os direitos reservados.
Foto:By:Francesco Hayez,1833 (Pintura) Todos os direitos reservados.
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